segunda-feira, 2 de maio de 2016

Morte no Bolama Sem Indemnização - CM

A edição de  hoje (02/05/16) do jornal Correio da Manhã notícia que o filho de uma das vítimas do naufrágio do navio Bolama, Francisco Alegria, viu-lhe negado o pedido de indeminização pelo Tribunal da Relação de Lisboa.
 
O acórdão de 7 de Abril de 2016 reconhece que o descendente tinha direito a ser indemnizado mas o prazo para o pedido já se encontra prescrito.
 
O filho do arquiteto António Alegria pedia a condenação dos proprietários do arrastão luso-guineense e o pagamento de 375 mil euros por dano de morte, danos patrimoniais e perda de rendimentos pela morte do pai.

Artigo do Correio da Manhã

 
Na noite anterior ao afundamento do Bolama, o arquiteto António Alegria encontrou o armador e administrador da Crustacil, José Manuel Esteves, na FIL, a Feira Internacional de Lisboa. Os dois mantinham uma relação de amizade e o genro de Salvador Caetano convidou-o para uma visita ao Bolama e para assistir na manhã seguinte à experiência de redes que o navio iria realizar.
 
Nessa noite de 3 de Dezembro de 1991, os dois amigos acompanhados pelas respetivas esposas, foram visitar o Bolama que estava atracado na Doca de Pedrouços em Algés. Uma visita que decorreu com toda a normalidade segundo o depoimento de Ana Maria Caetano, a mulher de José Manuel Esteves e filha do empresário do ramo automóvel.
 
O arquiteto António Alegria tinha sido várias vezes campeão de natação, facto que não impediu o seu corpo nunca ter sido encontrado.


 
Caso tenha alguma informação relevante sobre o naufrágio do navio Bolama, pedimos que nos contacte através do email: investigacaobolama@gmail.com