domingo, 16 de novembro de 2014

Publicação de Helena M.Luis, filha do Mestre do Navio Bolama (Mestre Faustino Luís)

Eu sou filha Do Mestre Faustino( Helena Luis), curiosamente hoje deparei-me com mais uma publicação do "Caso Bolama", considero que toda a investigação feita até ao dia de hoje saiu sempre em vão....este segundo livro acaba por ser a subida de mais um degrau para uma carreira jornalística , um caso muito longe de ser resolvido.
Não posso deixar de exprimir  a minha tristeza e revolta de tudo o que passei até ao dia hoje, sentimento este que irá de braço dado comigo ate aos finais da minha existência.
O sofrimento dos meus queridos (Mãe e Irmão) que ja faleceram e com eles foi a magoa e assombração do dia 4 Dezembro., se calhar a minha existência na terra dos vivos serve para ser porta voz de defesa do meu pai, "Homem honrado, honesto e fiel aos seus princípios".
Fico triste no país aonde vivo que tudo acontece e nada se sabe, tentei muitas vezes sozinha por fortes contactos que tenho,  saber a causa deste acidente...., é horrível continuarmos com esta sombra e sermos olhados como culpados...."NÃO ACREDITO QUE O MESTRE NÃO SABIA O QUE O NAVIO LEVAVA DE CARGA", apenas um pequeno exemplo de expressões acusadoras., nunca consegui obter resposta do que realmente aconteceu.
O que eu sei que é real,  é que não existe interesse na sua verdade, o que eu sei e é real ....o trauma que deixou .....o que eu sei é real que nunca vamos saber o que se passou....o que eu sei e é real se o meu Pai suspeitasse que algo de errado  naquela viagem, o navio não tinha saído.
Agradeço ao Sr. Jornalista Jorge Almeida o seu empenho e dedicação  a este assunto, mas não se esqueça ja  passou mais de 20 anos e as famílias ainda sofrem por esta abalo.
Posso garantir que á acerca de 3 anos, fui contactada na minha página do facebook por uma pessoa anónima, que relatou na integra  todo processo do acidente Bolama, ainda tentei investigar em conjunto do meu advogado quem seria aquela "Alma", e até que ponto poderia ser verdade factos que ate batia certo com o que era narrado, como deve imaginar nada conseguimos porque até era difícil de apresentar queixa junto das autoridades de uma pessoa não identificada .
Agora apenas deixo-lhe uma dica .....comece por quem direito tinha que investigar...pode ser por ai se consiga o inicio de algo.!
Agradeço mais uma vez sua persistência no caso, mas com um pedido não magoe mais de quem já sofre e vive revoltado com esta nuvem negra  de mais 20 anos!

Obrigado
Helena M.da Fonseca Luis

sábado, 25 de outubro de 2014

Imagem enigmática sobre o navio Bolama

Pelo visionamento das imagens gravadas pela Marinha de Guerra Portuguesa, após a localização do navio Bolama a 2 de Fevereiro de 1992, podem-se obter várias imagens enigmáticas...
Não se pretende abordar novamente o "buraco" no casco já decifrado no livro do jornalista Jorge Almeida.
Apresentamos uma dessas imagens misteriosas... A 121 metros de profundidades, o balde ou a lata ficaram direitinhos junto à palete de madeira!? Tal como o navio que ficou direito, assente de quilha, no fundo do mar!?


Imagem recolhida pelo ROV da Marinha Portuguesa


 
O navio Bolama está afundado a 8,1 milhas do cabo Raso e a 14,5 milhas do cabo Espichel. A embarcação está assente de quilha a 130 metros de profundidade.
 
 
 
 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Entrevistas ao jornalista Jorge Almeida sobre o naufrágio do Bolama

O jornalista Jorge Almeida da RTP e autor dos livros com o mesmo título, "O Mistério do Bolama - Acidente ou Sabotagem?" deu recentemente duas entrevistas radiofónicas sobre a investigação jornalística que realizou sobre o caso Bolama.
 
 
Pode ouvir as entrevistas em:


Programa "Germano Campos Entrevista" - RDP

Programa "Conversas com RUM" - Rádio Universitária do Minho
http://www.rum.pt/index.php?option=com_conteudo&task=full_item&except=&catid=124&item=39564
 
 
 
Jornalista da RTP, Jorge Almeida

O jornalista investiga o naufrágio do navio Bolama desde 1991 e já publicou dois livros sobre o tema.
 
 
Gradiva, Março 2014
Prime Books, Fevereiro 2007


PS - Pode adquirir o livro "O Mistério do Bolama - Acidente ou Sabotagem?" no site da editora Gradiva: www.gradiva.pt

sexta-feira, 2 de maio de 2014

O Império Salvador Caetano

A família Salvador Caetano, umas das proprietárias das empresas do navio Bolama (Crustacil, Guipal e Atlântica) é considerada pelo jornal Correio da manhã como a 22ª  família mais rica de Portugal com uma riqueza estimada em 267,9 milhões de euros.


Salvador Acácio Caetano, o filho mais velho de Salvador Caetano.
Quando a 27 de Julho de 2011, Salvador Caetano faleceu aos 85 anos, já tinham sido realizadas as partilhas entre os filhos, Maria Angelina Caetano Ramos, Salvador Acácio Caetano e Ana Maria Caetano.




Ana Maria Caetano de 54 anos foi a primeira mulher de José Manuel Esteves, o ex-administrador das empresas Crustacil, Guipal e Atlântida que faleceu no naufrágio do Bolama a 4 de Dezembro de 1991. Licenciada em Direito gere a Parinama e a Caetano Coatings.


José Manuel Esteves, falecido no naufrágio do Bolama.


Apesar da fortuna, a família Salvador Caetano nunca manifestou o desejo de remover o navio Bolama para a superfície para se apurar as causas do naufrágio.
Caso tenha alguma informação relevante sobre o naufrágio do navio Bolama envie-nos um email para: investigacaobolama@gmail.com

Se pretender saber mais sobre o naufrágio do navio Bolama aconselhamos a leitura do livro "O Mistério do Bolama - Acidente ou Sabotagem? (Gradiva, 2014) da autoria do jornalista da RTP Jorge Almeida. Pode adquirir a obra através do site da editora: www.gradiva.pt

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Electrodomésticos... Armas... Urânio... O que transportava o navio Bolama?

Ao longo dos últimos anos têm-se levantado várias suspeições sobre a carga que o navio Bolama transportava no fatídico dia 4 de Dezembro de 1991, quando naufragou à saída da barra do porto de Lisboa.
A versão que consta nos autos do tribunal, segundo um relatório da Capitania do Porto de Lisboa, é que o arrastão luso-guineense transportava seis toneladas de electrodomésticos, que seriam propriedade dos nove humildes pescadores guineenses (a embarcação de pesca deveria navegar para a Guiné Bissau nos dias seguintes).
O presidente do Sindicato Livre dos Pescadores, Joaquim Piló, que tem sido um dos principais intervenientes para a descoberta da verdade sobre o caso, refere em declarações ao JN de 04 de Dezembro de 2011, que "o navio transportava urânio e armas, e não electrodomésticos". 


Joaquim Piló, Presidente do Sindicato Livre dos Pescadores.


A 20 de Dezembro de 1991, dezasseis dias após o naufrágio, o semanário O Jornal, noticiava que o navio transportava uma carga nuclear e que tinha sido interceptado pela MOSSAD, os serviços secretos israelitas. A notícia nunca teve seguimento nem foi desmentida.

O Dinamarquês Jorgen Mortensen que perdeu o filho no naufrágio, referiu em 1997 numa entrevista ao jornalista Jorge Almeida da RTP que "existiu alguma coisa no interior do navio que as autoridades portuguesas não querem que venha à luz do dia. Estou convencido que a carga do Bolama tem algo a ver com material nuclear". Recorde-se que as autoridades portugueses nunca autorizaram uma operação de mergulho no navio.


Jorgen Mortensen, o empresário dinamarquês que mediou a venda do navio
para Portugal e que perdeu o filho no naufrágio.


Mais palpáveis parecem ser as declarações de José Mateus Caria, um dos pescadores do Bolama que normalmente dormia a bordo do navio. 


O pescador do navio Bolama, José Mateus Caria.

Dias antes da tragédia, num regresso a casa terá confidenciado ao filho que algo de estranho se passava. Numa das noites "tinha ouvido um barulho estranho proveniente do porão, encontrando dois tripulantes guineenses a tapar com caixas de camarão, alguns caixotes envolvidos com fita adesiva, dizendo os mesmos que se tratavam de electrodomésticos". (In Livro "O Mistério do Bolama - Acidente ou Sabotagem", Gradiva 2014).





Caso tenha alguma informação sobre o naufrágio do navio Bolama, solicitamos que nos envie um e-mail para: investigacaobolama@gmail.com