segunda-feira, 20 de maio de 2013

Bolama: A polémica com o submarino Albacora

Na instrução do processo do Bolama levantou-se a hipótese do submarino português Albacora ter abalroado o navio ou ter ficado enredado nas suas redes e assim ter provocado o seu afundamento. O juiz ordenou que fossem disponibilizados os diários de bordo dos três submarinos da Armada portuguesa bem como a documentação das reparações realizadas entre 4 de Dezembro de 1991 e 31 de Maio de 1992.


Submarino Albacora

Conclui-se que o submarino Albacora esteve atracado na Base do Alfeite entre 29 de Novembro e 9 de Dezembro de 1991. O submarino Delfim estava igualmente no Alfeite em reparação. Por último, o  submarino Barracuda regressava da Escócia e no dia 4 de Dezembro de 1991 (data do naufrágio do navio Bolama) navegava no golfo da Biscaia.
A guarnição destes submarinos que já foram abatidos era normalmente composta por 52 homens; sete oficiais, 15 sargentos e 30 praças. Não parece plausível que todos os membros da tripulação tenham permanecido em silêncio e ocultado um acidente que provocou trinta mortos.

Abertura no casco do Bolama

O presidente do Sindicato Livre dos Pescadores tem vindo a público falar de uma abertura no casco do Bolama que não existia na data do naufrágio do navio. Em declarações à Agência Lusa a 2 de Dezembro de 2011, Joaquim Piló afirma que a abertura foi feita para retirar "algo de muito valioso que lá seguia" e admite tratar-se de "armas ou urânio". Este foi o principal argumento para em Janeiro de 2007 ter solicitado à Procuradoria Geral da República em conjunto com familiares das vítimas, a reabertura do processo.



Abertura no casco do Bolama
 
Joaquim Piló, Presidente do Sindicato Livre dos Pescadores
 
Na realidade a abertura no casco do Bolama já existia pelo menos há nove meses como comprova uma fotografia do navio datada de 13 de Março de 1991 no porto de Nyborg na Dinamarca.



Navio Bolama no porto de Nyborg
Três dias depois desta fotografia, a 16 de Março de 1991, o navio Bolama largou de Nyborg rumo a Lisboa. De Maio a Setembro, o arrastão realizou uma viagem à Guiné Bissau.

domingo, 19 de maio de 2013

Ministros da Defesa não responderam a Eurodeputada

A ex-deputada dinamarquesa do parlamento europeu, Karin Riis-Jorgensen escreveu duas vezes para os Ministros da Defesa de Portugal para saber a razão do estado português nunca ter apurado o motivo do afundamento do navio Bolama. A primeira carta foi enviada em 1996 para o então Ministro António Vitorino e a segunda em 1998 foi endereçada ao Ministro Veiga Simão. Nunca obteve qualquer resposta.


A ex-eurodeputada dinamarquesa Karin Riis-Jorgensen

António Vitorino foi Ministro da Defesa Nacional entre 1995 e 1997

José Veiga Simão foi Ministro da Defesa Nacional entre 1997 e 1999

A 19 de Abril de 2000, a eurodeputada levantou novamente a questão do Bolama no Conselho Europeu como pode consultar no seguinte link:


sábado, 18 de maio de 2013

Bolama: O episódio da vidente russa

13 de Dezembro de 1991. O navio Bolama está desaparecido há nove dias. Os familiares desesperam e a tensão cresce nos gabinetes do Estado Maior da Armada. Finalmente uma boa notícia... A fragata Álvares Cabral, a corveta Jacinto Cândido e a Rádio Naval de Sagres interceptam comunicações que indicam que o navio pode estar a navegar em direção a Cabo Verde.
Entretanto, Ana Caetano, filha do empresário Salvador Caetano e mulher de José Manuel Esteves que seguia a bordo do navio, recorre aos serviços de uma vidente russa. Não é pura invenção. As suas declarações constam da acusação do Ministério Público:


“Esclareceu ainda (Ana Caetano) ter estado em contacto com uma “vidente russa”, que lhe forneceu “as coordenadas” de localização do navio, que depois transmitiu, (com explicação desconhecida) ao Director-Geral da Crustacil, Pedro Paulino de Noronha, que as fez chegar ao comando encarregado das buscas, à Força Aérea e à Embaixada de Cabo Verde, daí resultando a realização de buscas neste local”.


O empresário Salvador Caetano, um dos proprietários do navio Bolama
que faleceu em 2011.


Foi com base nestas informações que o então Chefe de Estado Maior da Armada, o Almirante Fuzeta da Ponte decidiu enviar a Fragata Roberto Ivens para Cabo Verde com o DAE a bordo (vide publicação anterior: Forças Especiais foram à procura do Bolama).




Fragata Roberto Ivens

A Força Aérea Portuguesa também decide enviar uma aeronave P3 Orion para o arquipélago de Cabo Verde ao início da tarde do dia 13 de Dezembro de 1991.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mayday Bolama

Um dos factos mais enigmáticos sobre o naufrágio do navio Bolama é não ter sido emitido qualquer sinal de SOS. A ponte de comando do arrastão estava equipada com dois rádios VHF. O que quer que tenha acontecido ocorreu num curto espaço de tempo embora os especialistas navais ouvidos nesta investigação sejam unânimes em considerar que um navio com 38 metros de comprimento não se afunda em segundos de forma a que não seja possível emitir um aviso de socorro ou o lançamento de um very light.


Ponte de comando do navio Bolama


Nos dias seguintes ao desaparecimento do navio apesar das intensas buscas que foram realizadas não foram detectados quaisquer meios de salvamento. Nas imagens subaquáticas recolhidas por um ROV da Marinha portuguesa também não são visiveis os equipamentos de salvação. O navio Bolama possuia duas balsas salva vidas, um bote de borracha para além de coletes de salvação e de bóias. Nenhum dois oito corpos resgatados tinha colete de salvação.



Destroços do navio Bolama


Se tiver alguma informação sobre o naufrágio do navio Bolama envie um e-mail para: investigacaobolama@gmail.com

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A carga suspeita do Bolama

Muita tinta tem corrido sobre a alegada carga ilegal que o navio Bolama transportava e que supostamente seria esse o motivo do afundamento. Especulou-se sobre uma acção da MOSSAD (serviços secretos israelitas) para interceptar urânio desaparecido do LNETI (Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial), de um acto de sabotagem da UNITA ou da Frente Polisário devido ao tráfico de armas e até de narcotráfico alegadamente relacionado com as ligações de José Manuel Esteves, o genro de Salvador Caetano e Administrador da Crustacil, uma das empresas proprietárias do arrastão.


Navio Bolama


O que ficou provado em sede de justiça foi que o navio Bolama transportava seis toneladas de electrodomésticos adquiridos pelos pescadores guineenses, cerca de 400 garrafões de vinho, 10 tambores de 50Kg cada de produto de limpeza de piscinas e caixas de cartão prensado para embalar camarão. O que faltou explicar em tribunal é como nove húmildes pescadores naturais da Guiné Bissau conseguiram comprar seis mil quilos de electrodomésticos. Outra pergunta pertinente que se pode colocar no caso do navio transportar uma carga ilegal é o facto dos seus proprietários terem decidido ir fazer uma experiência de redes seguida de um almoço com convidados a bordo.
Nos dias seguintes, o Bolama deveria rumar à Guiné Bissau para a pesca do camarão...


Caso tenha alguma informação sobre o naufrágio do navio Bolama envie um e-mail: investigacaobolama@gmail.com 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Camarate & Bolama: As coincidências...

Nada. Nada aponta para que as tragédias de Camarate e do Bolama estejam relacionadas. Como mero exercício de curiosidade vamos apresentar as coincidências entre os dois casos:



Destroços do Cessna



Navio Bolama

- Ambas as tragédias ocorreram em Portugal no dia 4 de Dezembro com uma diferença de 11 anos. A queda da avioneta em Camarate em 1980 e o naufrágio do navio Bolama em 1991.

- Nos dois casos morrem dois cidadãos dinamarqueses. Em Camarate faleceu Snu Abecassis (Ebba Merete Seindanfanden), companheira do Primeiro Ministro Francisco Sá Carneiro. No Bolama perdeu a vida, Niels Johnstad Moller, o filho do proprietário da empresa dinamarquesa que mediou a venda do navio à Crustacil.



Snu Abecassis


Niels Johnstad Moller

- Nos dois casos mediáticos aponta-se que o móbil dos alegados crimes seria o tráfico de armas.

- A justiça portuguesa arquivou os dois processos sem condenações. Ninguém foi culpado pela morte de sete pessoas (entre elas o Primeiro Ministro e o Ministro da Defesa) em Camarate e de trinta pessoas no naufrágio do navio Bolama.

- São apontadas deficiências nos dois meios de transporte. A aeronave Cessna YV314P não estaria nas melhores condições de operacionalidade e o navio Bolama teria falta de estabilidade.

- Nos anos das tragédias, Aníbal Cavaco Silva, exercicia cargos políticos. Em 1980 era Ministro das Finanças e em 1991 era Primeiro Ministro. O PSD estava no poder em ambas as alturas. 
O mesmo acontece com George W. Bush, em 1980 era Director da CIA e em 1991 era o Presidente dos Estados Unidos da América.




Casal Cavaco Silva com George W. Bush em Setembro de 1986


Se tiver alguma informação sobre o naufrágio do navio Bolama envie um e-mail para: investigaçãobolama@gmail.com

terça-feira, 14 de maio de 2013

MOSSAD "envolvida" no naufrágio do Bolama

Dezasseis dias depois do desaparecimento do Bolama, a 20 de Dezembro de 1991, o semanário "O Jornal" avançava que o navio transportava uma carga nuclear e que fora interceptado pela MOSSAD, os serviços secretos israelitas. No artigo não assinado podia-se ler:

“de acordo com fontes particularmente bem informadas, o destino do arrastão de 242 toneladas desaparecido no dia 4 de Dezembro último estaria relacionado com o transporte de uma carga nuclear, a qual deveria ser transferida para outro navio ao largo da costa portuguesa. O transbordo do material, alegadamente destinado a um país árabe norte africano, não se terá, contudo, chegado a efectuar, dado que o presumível navio receptor foi impedido de aparecer no local aprazado, devido à intervenção de agentes secretos israelitas, entretanto sabedores do que estaria para acontecer.
A carga alegadamente transportada pelo Bolama, cuja natureza exacta não foi até agora possível determinar, admitindo-se contudo que se tratava de material nuclear vendido por uma das ex-repúblicas soviéticas, destinar-se-ia presumivelmente à Líbia e a sua passagem pelo porto de Lisboa não teria sido autorizada pelas autoridades portuguesas.” 


Capa do semanário "O Jornal" de 20 de Dezembro de 1991



O Director do semanário "O Jornal" era José Silva Pinto que tinha como directores adjuntos Pedro Rafael dos Santos e Carlos Cáceres Monteiro. Até à presente data não existe qualquer prova da veracidade desta notícia.


Emblema dos Serviços Secretos Israelitas

Se estiver na posse de alguma informação sobre o naufrágio do navio Bolama, pedimos que nos contacte através do mail: investigacaobolama@gmail.com
 


Meios de Busca e Salvamento para o navio Bolama

Depois do desaparecimento do navio Bolama, a 4 de Dezembro de 1991, foi desencadeada a maior operação de busca e salvamento (Search and Rescue) de que há memória em Portugal. Os meios envolvidos indicam que o governo português e as autoridades militares estavam cientes da importância das trinta pessoas a bordo ou de uma alegada carga ilegal que o navio transportava.

MARINHA DE GUERRA PORTUGUESA

- Fragata Álvares Cabral
- Fragata Roberto Ivens
- Corveta Jacinto Cândido
- Navio Balizador Schultz Xavier
- Navio Hidrográfico Auriga
- Lancha da Polícia Maritima
- DAE, Destacamento de Acções Especiais


Fragata Roberto Ivens





FORÇA AÉREA PORTUGUESA

- P3 Orion
- C-130
- 2 Aviocars


P3 Orion

Se tiver alguma informação sobre o naufrágio do navio Bolama ou se conhecer algum dos familiares das vitimas entre em contacto para o e-mail: investigacaobolama@gmail.com


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Forças Especiais foram à procura do Bolama

O DAE, o Destacamento de Acções Especiais da Marinha de Guerra Portuguesa, embarcou na Fragata Roberto Ivens, no dia 13 de Dezembro de 1991, rumo a Cabo Verde para procurar o navio Bolama.




Militares do DAE


O DAE é uma unidade de elite dos Fuzileiros vocacionada para operações de anti-terrorismo marítimo. O recurso a esta força especial do então Ministro da Defesa Fernando Nogueira indica que o governo liderado por Cavaco Silva acreditava que o navio Bolama tinha sido sequestrado.

Impacto de balas no casco do Bolama...

Segundo o livro "O Mistério do Bolama - Acidente ou Sabotagem?" (Prime Books, 2007) do jornalista Jorge Almeida da RTP, levantou-se a hipótese numa investigação levada a cabo pela estação pública de televisão, de existirem impactos de balas no casco do navio Bolama junto a uma das vigias de estibordo.



Marcas suspeitas de terem sido provocadas por balas



"Após um visionamento mais pormenorizado das imagens subaquáticas pode-se identificar um outro dado suspeito. Junto de uma das vigias de estibordo situada por baixo da ponte de comando existem algumas pequenas marcas que podem sugerir terem sido provocadas por impactos de projécteis. As imagens passaram despercebidas aos investigadores e nem sequer foram abordadas no processo judicial mas não escaparam à atenção do jornalista Samuel Costa, durante uma investigação realizada em 1997 pela equipa do programa Bombordo da RTP.
Esta nova pista chegou a ser mostrada a oficiais do Exército e a especialistas em balística da Polícia dinamarquesa que tiveram oportunidade de analisar as imagens. Ambas as fontes não desmentem que aqueles pequenos pontos podem ter sido causados por impacto de balas mas atribuem uma probabilidade de cinquenta por cento daquelas marcas terem sido provocadas por disparo de arma de fogo.
Pelas imagens disponíveis não é possível tirar qualquer conclusão fidedigna e com o passar de todos estes anos, provavelmente as mesmas marcas, já se encontram dissipadas com a corrosão do casco do navio."

in "O Mistério do Bolama - Acidente ou Sabotagem?", Prime Books, 2007


sábado, 11 de maio de 2013

Porta de embarque do navio Bolama: Mais um mistério por resolver...

Através das imagens recolhidas por um ROV da Marinha de Guerra Portuguesa podemos ver que a porta de embarque do navio Bolama estava aberta no momento afundamento. Porque razão o arrastão estava a navegar com a porta aberta?



Porta de embarque do navio Bolama
 
Condições meteorológicas do dia 4 de Dezembro de 1991:

Céu pouco nublado ou limpo, tornando-se muito nublado por nuvens altas para o fim do dia; vento fraco a moderado de leste; acentuado arrefecimento nocturno com formação de geada.
Estado do mar na costa ocidental – Encrespado de pequena vaga, ondulação noroeste de dois metros.

Os Donos do Navio Bolama


 

Salvador Caetano, empresário (falecido).

Carlos Gomes Júnior, ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau,
empresário.

Laurindo Correia da Costa, empresário (falecido).

Comendador Armindo Rodrigo Leite, empresário.


O navio Bolama pertencia a uma sociedade luso-guineense constituida pelas empresas Crustacil, Guipal e Atlântica.


Familiares das vitimas do Bolama

Se é ou conhece algum familiar das vitimas do navio Bolama e queira contribuir para a descoberta da verdade sobre o naufrágio do navio envie um e-mail para: investigacaobolama@gmail.com 



Familiar de vitima do Bolama no cabo Espichel




ROL DE TRIPULANTES DO BOLAMA

1- José Manuel de Sousa Esteves – Armador e administrador executivo da Crustacil e Guipal.

2- Fernando José Dias Duarte – Assessor do administrador Sousa Esteves e economista.

3- António José da Silva Alegria – Arquitecto e convidado do administrador.

4- Niels Johnstad Moller – Director de vendas da empresa dinamarquesa JAM e convidado do administrador.

5- Faustino João Luís – mestre do navio.

6- Manuel da Luz Varela – Primeiro Maquinista.

7- Lúcio João Vieira Paulo – Segundo Maquinista.

8- José Barros Tomás – mestre de Redes.

9- José Virgílio Nunes Bicho – Auxiliar do mestre de Redes.

10- Eugénio Francisco Pinto Faleiro – Contramestre.

11- António José da Costa Galamba – Empregado da empresa metalúrgica “Os Unidos”.

12- António Manuel das Neves – Empregado da empresa metalúrgica “Os Unidos”.

13- Victor Manuel da Silva – Empregado da empresa metalúrgica “Os Unidos”.

14- António Pereira Pires dos Santos – Sócio Gerente da empresa metalúrgica “Os Unidos”.

15- Ilídio Salvador Pinto Faleiro – Pescador.

16- José Matias Mateus Caria – Pescador.

17- Dionísio Júlio Rocha Santos Formiga – Pescador.

18- Jaime António Fernandes Rocha – Pescador.

19- João Arsénio Duarte Bonifácio – Pescador.

20- Joaquim António da Fonseca – Pescador.

21- Domingos Pedro Gomes – Pescador.

22- Fernando da Silva – Pescador.

23- Francisco Tavares Yé – Pescador.

24- Pedro Gomes – Pescador.

25- Isaías Bailó – Pescador.

26- Augusto Mendes – Pescador.

27- José Caió – Pescador.

28- Ângelo Lopes Tavares – Pescador.

29- José Alves Rodrigues – Mecânico.

30 – Adrualdo Gomes Devesa – Técnico de electrónica.



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Navio Bolama

Breve história do navio Bolama

O navio luso-guineense Bolama largou de Lisboa a 4 de Dezembro de 1991 para realizar uma experiência de redes seguida de um almoço a bordo com convidados. O arrastão não regressou à hora prevista e nos dias seguintes foi lançada a maior operação de busca que há memória em Portugal. Dos trinta tripulantes que iam a bordo apenas foram resgatados oito corpos. Dois meses depois, a 2 de Fevereiro de 1992, a Marinha localizou o navio afundado a 130 metros de profundidade entre o Cabo Raso e o Cabo Espichel. Desde o início foram lançadas várias especulações sobre os motivos do naufrágio; a falta de estabilidade do navio, uma sabotagem devido ao tráfico de armas e um abalroamento por um submarino português. No entanto, até à presente data as razões do afundamento do Bolama continuam por esclarecer...



Navio Bolama


Planta do navio Bolama


Este Blog foi criado para uma investigação jornalística sobre o naufrágio do navio Bolama. Se tem alguma informação que considere útil para a descoberta da verdade envie um e-mail para: investigacaobolama@gmail.com

If you have any informations about Bolama vessel please send an E-mail to: investigacaobolama@gmail.com.
Journalist investigation.